quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Empresário desenvolve uma trava antifurto de estepes

Diante do alto número de estepes roubados nas grandes cidades, José Tadeu Nogueira viu uma oportunidade de mercado, criar uma trava para garantir que o estepe não seja furtado.

Oportunidade de negócio! O furto de estepe de veículos está cada vez mais comum nas grandes cidades! Para driblar o problema, um empresário de São Paulo investiu na proteção dos estepes. Ele produz uma trava antifurto de fácil instalação e baixo investimento. Confira!

O empresário José Tadeu Nogueira criou a trava antifurto depois de ter o estepe roubado várias vezes. Ele percebeu que o produto era uma necessidade de mercado.

“Nós partimos de um protótipo, desenho de vários tipos de antifurto até chegar ao produto que a gente achou que seria o ideal. Partiu-se pra patente de desenho industrial, e patente de invenção, e iniciamos a fabricação há um ano e meio”, conta o empresário José Tadeu Nogueira.

José Tadeu é dono de uma indústria que fabrica peças e acessórios para carros. Para a produção da trava antifurto de estepes, ele investiu em ferramentas diferenciadas.

“O investimento seria, até então, por volta de 50 a 70 mil reais, nós gastamos entre projeto e ferramental, descontando máquinas. 70% da nossa produção é terceirizada, principalmente a parte de usinagem que exige máquinas mais complexas que nós não dispomos. Os outros 30%, a montagem, é feito na fábrica”, diz José.

Na fábrica, as peças em aço ganham os ajustes para a montagem final da trava. Depois elas são medidas e, em seguida, são furadas e soldadas. Cada lote tem um recorte diferenciado e isso dificulta a falsificação da trava.

“Esse produto dá certo porque é um produto concebido com uma chave e ela tem inúmeras combinações. É a chave que dá o aperto do produto e tem inúmeras combinações, fazendo com que cada antifurto seja praticamente o único”, explica o empresário.


A trava antifurto pode ser instalada em qualquer veículo, com estepe interno ou externo. A peça fica presa no lugar de um dos parafusos originais do estepe.

A indústria fabrica 45 modelos de antifurto para estepes. Daqui saem 2 mil unidades por mês que abastecem concessionárias e lojas de acessórios. A idéia do empresário é que a produção aumente para 50 mil peças até o fim do ano.

O preço da trava no mercado fica, em média, R$ 120 reais. O lucro do empresário com a venda é de 50% em cada unidade.“Começamos vendendo entre 20 e 40 peças. A procura está aumentando mês a mês. Nós não temos números, mas uma projeção de crescimento ta em torno de 15 a 20% ao mês”, comemora José Tadeu.

Uma concessionária investiu no produto. Todos os dias chegam clientes que tiveram o estepe furtado. E o produto se torna atrativo no mercado porque a instalação é rápida e o custo baixo. “O pessoal gosta muito porque eles veem que é um produto dificulta muito o roubo do estepe, né?”, aumenta o gerente da concessionária, Francisco Nobrega.

Segundo o Francisco, 20% dos carros zero quilômetro já saem da concessionária com a trava antifurto instalada. Mas a maior procura é para carros usados que chegam para serviços de manutenção.
“O cliente vem fazer um serviço, até porque já foi roubado o estepe, ou coisa parecida, nesse caso oferecemos esse produto. Às vezes numa revisão, também já é orientado o cliente porque isso acontece muito, estacionamentos, shoppings, há o roubo do estepe”, relata o gerente da concessionária.

Uma oficina de acessórios de segurança também trabalha com a venda da trava há um ano e meio.

“O atendimento em torno de 35 a 40 veículos, para a troca de vidros, por dia. Desses 30, 40, 10 foi por motivo de furto de estepe. É onde a gente oferece o serviço de trava estepe...”, comenta Fernando Padovez, que gerencia a oficina.

O cliente Júlio Hirose foi até a loja conhecer o produto depois de uma pesquisa na internet. Cansado de ter prejuízo com furto de estepe, resolveu instalar a trava.

“Eu fui furtado duas vezes e tentei resolver a situação da melhor maneira que seria a compra de uma trava. Agora estou tranquilo, coloco o carro em qualquer lugar sem problema nenhum”, conta Julio Hirose, um usuário da nova trava.

“É a visão de oportunidade de produtos carentes no mercado e a elaboração de produtos diferenciados. E o lucro é conseqüência, eu acho”, finaliza o empresário José Tadeu, desenvolvedor do projeto.


Fonte: Portal Inovação

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ser uma empresa sustentável pode ser um diferencial competitivo das pequenas em relação às grandes

O Greenpeace divulgou em outubro a 16ª edição de seu ranking com as empresas de tecnologia mais comprometidas com a preservação do meio ambiente. O mais assustador do resultado dessa pesquisa – apesar de já ter sido publicada há algum tempo – é ver marcas que endossamos com nossas compras e escolhas em posições tão baixas.

Como nerd convicto, fiquei abismado ao ver que a Nintendo, criadora do console Wii e games como Super Mario, está em último lugar, com uma nota de 1,8 – o ranking avalia cada uma delas com notas de 0 a 10 –, ou então descobrir que a Apple, queridinha dos fãs de tecnologia, caiu da 5ª para 9ª posição.

A Nintendo, por exemplo, é uma empresa que tem altos índices de emissão de gases do efeito estufa e não revelou planos para eliminar o PVC de seus produtos. Na imagem você confere a posição das 18 empresas avaliadas.

Fiquei com isso na cabeça por um tempo e até entendo que, para grandes empresas, há mais tempo no mercado, se adaptar a políticas sustentáveis leva tempo e requer investimento, o que não justifica o fato de elas não terem um plano traçado. Já para as pequenas, que começam a surgir nesse novo contexto, adotar esse tipo de prática deveria ser algo automático e um diferencial em relação às grandes marcas.

Eu, por exemplo, pensarei duas vezes antes de comprar produtos das marcas mal colocadas nesse ranking. E vocês, leitores? Como empresários, acreditam em práticas sustentáveis como diferencial de uma empresa? E como consumidores, levam isso em consideração ao escolher o produto ou o serviço de um empreendimento?



Fonte: Papo de Empreendedor

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

FINEP lançará nova edição do Prime até o final de 2010

A FINEP lançará, até o final de 2010, uma nova edição do Prime (Primeira Empresa Inovadora). Por meio de carta-convite serão selecionadas incubadoras que atuarão como operadoras descentralizadas em todo o País.

O Prime entrou em operação no início de 2009 e seu objetivo é criar condições financeiras favoráveis para que um conjunto significativo de empresas nascentes de alto valor agregado possa consolidar com sucesso a fase inicial de desenvolvimento dos seus empreendimentos. O Programa é voltado ao apoio de empresas inovadoras de base tecnológica que tenham até dois anos e estejam formalmente legalizadas e vai financiar empreendimentos que se destaquem pelo caráter inovador de seus produtos ou serviços. Cada projeto selecionado vai receber, inicialmente, R$ 120 mil em recursos não reembolsáveis, que serão aplicados na estruturação de planos de negócios e no desenvolvimento de novos produtos e serviços.


Em 2009, o Prime teve 3.154 empresas inscritas em todo o País, com um total de 16.116 postos de trabalho. Foram selecionadas 17 incubadoras em nove estados, que atuaram como agentes operacionais descentralizados. Os três setores da economia mais presentes nas inscrições foram Informação e Comunicação (37,53%); Atividades Profissionais Científicas e Técnicas (19,48%); e Indústrias de Transformação (17,96%).


Saiba mais sobre o Prime clicando aqui.



Fonte: FINEP

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dono do próprio nariz - Fernando Dolabela (*)

(*) Fernando Dolabela, consultor de empreendedorismo, diz que qualquer um pode ter muito sucesso com o próprio negócio



Qualquer pessoa pode construir uma empresa de sucesso e ser um grande empreendedor. O único requisito é entender profundamente como funciona o segmento em que a companhia estará inserida, segundo Fernando Dolabela, de 64 anos, professor de administração da Fundação Dom Cabral, em Minas Gerais, e dono da Starta, consultoria especializada em empreendedorismo.

Ele, que é o único brasileiro a ser sócio e fundador do World Entrepreneurship Forum, entidade francesa que reúne 80 especialistas de diferentes países para discutir práticas empreendedoras, explica nesta entrevista como se tornar dono do próprio negócio.

" Contrate os melhores profissionais de cada área para trabalhar na sua empresa "

Qualquer pessoa pode mesmo ser um empreendedor?

Ser empreendedor é como correr uma maratona. Na teoria, todos podem participar, mas é preciso ter preparo físico. Com disposição, qualquer um consegue criar uma empresa. Mas o essencial é ter dedicação para entender o mercado a fundo e ter muita criatividade para propor soluções inovadoras.

 
Então por que tantas empresas fecham rapidamente?

Uma pesquisa do Sebrae mostra que 22% das micro e pequenas empresas abertas recentemente acabam antes de dois anos. O problema são os altos tributos, o crédito escasso e as leis, que não são flexíveis. Além disso, muitos empreendedores entram no mercado sem fazer um planejamento, sem saber as dificuldades e sem definir metas.


Quais são os requisitos para criar uma empresa de sucesso?

Há quatro pontos essenciais. O primeiro é o autoconhecimento. A pessoa precisa fazer o que gosta porque ela vai ter de se dedicar integralmente ao negócio. O segundo ponto é conhecer profundamente o segmento em que vai atuar, desde a tecnologia necessária até onde estão os melhores profissionais. O terceiro fator importante é identificar no mercado um nicho não explorado ou uma necessidade do cliente e oferecer um produto ou uma solução. O quarto ponto é conseguir fazer com que sua ideia seja criativa e inovadora.

Qual conselho o senhor daria para quem quer sair da iniciativa privada e se tornar um empreendedor?

A primeira coisa é se cercar de pessoas boas em áreas que ele não domina. Quem tem dificuldades em contabilidade ou gestão de pessoas deve procurar profissionais especializados. Depois, usar o conhecimento adquirido para pensar em inovações.

 
É possível inovar dentro de uma empresa privada?

É absolutamente necessário, mas muito difícil. Isso só acontece quando as corporações criam um ambiente favorável à criatividade e as inovações podem partir de qualquer cargo, e não apenas da chefia. Esse é o grande paradoxo das companhias. Elas precisam inovar para manter a atratividade do seu produto, mas estão engessadas numa hierarquia inibidora da criatividade. Desse jeito elas perdem bons profissionais que ficam desiludidos porque não podem criar e acabam saindo das empresas para criar o próprio negócio.

Então as grandes empresas não inovam?

O problema é que elas têm de produzir em larga escala. Para isso têm de criar um sistema de gestão com procedimentos rígidos, que sigam regras predefinidas. A inovação se perde quando existe uma hierarquia muito rígida. Uma pesquisa americana mostra que 95% das inovações radicais do período pós-Segunda Guerra Mundial aconteceram em pequenas empresas. A formalidade das grandes empresas castra a criatividade.
 
Qual será o futuro do empreendedorismo?

Em alguns anos os empreendedores serão uma categoria de trabalho como outra qualquer. Essa turma será responsável pela transformação da economia brasileira, já que é ela que vai solucionar problemas e inventar alternativas para problemas que já existem. Isso vale tanto para os empreendedores que têm o próprio negócio quanto para os intraempreendedores, aqueles que são empreendedores dentro da empresa em que trabalham. Imagino que as companhias vão se abrir para essas mentes criativas. É uma tendência inevitável.

É possível aprender empreendedorismo nas universidades?

Ainda é difícil ensinar empreendedorismo nas universidades. As escolas preparam os jovens para serem empregados. Mas são as pequenas e médias empresas que vão provocar mudanças na economia. Veja o caso do Google e do Yahoo. Eles nasceram da ideia de jovens universitários.


Fonte: Revista Você S/A